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Destaques do Ano 2017

Saúde

Hospital Municipal e Pronto Socorro passarão por reforma

O prefeito Delvito Alves assinou, nesta quinta-feira (11/2), Ordem de Serviço para obras de reforma do Hospital Municipal Dr. Joaquim Brochado e do Pronto Socorro (P.A) contíguo. O documento autoriza a empresa vencedora da licitação – IP Serviços Ambientais e Construções LTDA (com sede em Unaí) – a iniciar a obra "de imediato". O aporte municipal será de R$ 170 mil.

De acordo com o prefeito, a reforma desses órgãos centrais do sistema é parte integrante da estrutura do novo modelo que está sendo implantado na saúde unaiense.

"É um modelo diferente, que já começou a gerar reflexos positivos", afirmou Delvito, ao garantir que a nova proposta de gestão da saúde municipal "está garantindo mais humanização, melhoria no atendimento aos usuários do sistema e fim das filas para marcação de consultas e exames".

Ele lembrou que a Central de Regulação de Saúde já está consolidada, o cadastro do Cartão Saúde está em execução e que nos próximos dias será anunciado o serviço de teleagendamento para consultas e exames. "Tudo isso para melhorar o atendimento e ofertar um serviço de qualidade para os usuários", emendou.

Para Delvito Alves, mesmo que tenha havido dificuldades iniciais para implementar o novo modelo de gestão, os resultados positivos logo serão sentidos. "Este modelo já foi implantado com muito sucesso e com eficácia comprovada em cidades do Rio Grande do Sul, como Canoas, Viamão e Carlos Barbosa".

E um dos trunfos do novo modelo, segundo o prefeito, é a eliminação definitiva da interferência de agentes políticos na marcação de consultas, exames e cirurgias, situação que gerava filas e esperas sem-fim.

"Com a Central de Regulação e o Teleagendamento, será o fim das filas no sistema de saúde unaiense", arrematou Delvito Alves.

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Hospital Municipal e Pronto Socorro (contíguo) serão reformados na estrutura e no telhado

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O ato de assinatura do prefeito Delvito contou com a presença de secretários municipais, 
vereadores e alguns servidores que atuam no Hospital Municipal

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Sesau promove caminhada de conscientização sobre Outubro Rosa

Por Ricardo Ribas

 

Servidores da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) promoveram, na manhã desta sexta-feira (2/10), uma caminhada de conscientização da população para a necessidade de ações de prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama e do colo do útero.

Durante todo o mês de outubro, profissionais da saúde básica desenvolverão ações para sensibilizar as mulheres a fazerem os exames de prevenção.

Nos meses de agosto e setembro, a carreta da mamografia ficou estacionada na Praça JK (da Prefeitura), onde realizou 6.000 exames.

Neste mês de outubro, outra unidade móvel de saúde estará na Praça JK, onde fará a coleta de material para exame do colo de útero.

Mulheres com idade entre 25 e 64 anos já podem procurar a Secretaria de Saúde (Rua Calixto Martins de Melo, 249) para marcar a coleta de material.

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Servidores da Sesau fizeram caminhada para conscientização das mulheres para os exames 
preventivos ao câncer feminino


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Central de Regulação dos Serviços de Saúde completa um ano – Entrevista Juliana Luiz

A Central de Regulação dos Serviços de Saúde completou um ano na terça-feira, 11 de agosto, e está sendo considerada "conquista da sociedade" e "grande avanço para a saúde pública unaiense". Com a implantação da Central de Regulação, o município acabou com as filas de madrugada em frente às unidades de saúde (para marcação de consultas e exames) e reduziu a demanda reprimida por cirurgias eletivas (sem urgência) e por outros serviços reclamados pela população.

Quando inaugurou a unidade, em 11 de agosto de 2014, o prefeito Delvito Alves enfatizou que a principal característica da Central de Regulação seria tirar das mãos dos agentes políticos a influência na marcação de consultas, exames e cirurgias.

À época da instalação da unidade, o prefeito afirmou o seguinte: "Queremos acabar com os privilégios no atendimento à saúde. Ninguém mais terá vantagens para conseguir consultas, exames, cirurgias ou internações, simplesmente por ser amigo do prefeito, do vice-prefeito, ou porque é indicado pelo vereador, pelo secretário municipal ou por servidor público. A saúde de Unaí não será mais moeda de troca eleitoral".

Para garantir que isso fosse seguido (a eliminação do favorecimento político na saúde), o prefeito nomeou somente servidores ocupantes de cargos efetivos (concursados) para coordenar a Central de Regulação. "O critério para os encaminhamentos serão exclusivamente técnicos. O cidadão em busca de procedimentos na área de saúde terá de passar pela equipe ou pelos médicos reguladores para o encaminhamento", assegurou Delvito, à época.

Para verificar se as promessas do prefeito foram cumpridas, e se a Central de Regulação está conseguindo fazer avançar os serviços, confira entrevista (a seguir) com a coordenadora geral da unidade, Juliana Luiz, servidora efetiva do município há mais de 10 anos.

Ricardo Ribas – A Central de Regulação dos Serviços de Saúde, ou simplesmente Central de Regulação, completou um ano no dia 11 de agosto. Como você avalia esse período?

Juliana Luiz – Já conseguimos encaminhar diversas situações de demanda reprimida que se arrastavam havia anos. Tudo o que estava parado foi avaliado pela equipe de regulação. Foi feita uma triagem do que era mais urgente e do que não era (urgente) e podia esperar. Os serviços mais urgentes foram revistos pela equipe reguladora e foram atendidos. O que tinha mais de seis meses na fila de espera foi reavaliado. Muitas consultas tiveram de passar pela avaliação médica, para verificar a necessidade de pedidos de novos exames, enfim.

Ricardo – Então não há mais demanda reprimida na saúde pública unaiense?

Juliana – Já conseguimos algum controle, por exemplo, sobre a demanda da população por cirurgias eletivas (sem urgência). Podemos dizer que não há mais demanda por cirurgia vascular, por cirurgias de hérnia e de vesícula. Porém, há demandas por cirurgias na área de otorrino (otorrinolaringologia), que são mais difíceis de conseguir, porque depende da contratação do médico especializado, e não está fácil arranjar.

Ricardo – Como é prestado o serviço pela Central de Regulação?

Juliana – Hoje, o agendamento de consultas, exames e cirurgias é feito somente na Central de Regulação. Só o próprio paciente ou seus parentes de primeiro grau podem fazer o agendamento. A própria pessoa pode procurar a Central, sem a necessidade de interferência, para marcar o procedimento médico. O que será oferecido é o mesmo para todos. Na zona rural, o paciente deve procurar o agente do PACS (Programa de Agentes Comunitários de Saúde), que trará as demandas da região aqui para a Central. E o cidadão só virá à cidade no dia do procedimento médico.

Ricardo – Você se referiu a um tipo de interferência externa para marcação de procedimentos na saúde. Que isso significa?

Juliana – Eu digo isso, porque antes de implantada a Central de Regulação, havia muita interferência política na marcação de consultas, exames e cirurgias. Hoje, isso foi eliminado. Podemos garantir que não há mais interferência política nesses agendamentos.

Ricardo – Você me dizia que a equipe da Regulação considera isso como um forte avanço e grande conquista para os cidadãos. Pode explicar melhor?

Juliana – Porque hoje ninguém passa na frente de ninguém na fila de espera, como resultado de interferência política. Todos os atendimentos são feitos dentro do seu tempo, sem interferência de quem quer que seja. Temos garantido que a lista de espera será seguida conforme a posição de chegada de cada um. Hoje, tudo é centralizado aqui. Antes, as pessoas acordavam de madrugada e iam para filas de marcação de consultas e exames. Hoje, isso não é mais necessário, porque estamos aqui das 7h30 às 9h30 distribuindo senhas para a marcação no mesmo dia, e o cidadão pode ter a certeza de que será atendido. Vai chegar a vez da pessoa, e ela vai fazer sua consulta, seu exame, sua cirurgia.

Ricardo – Qual a garantia de que não há mais interferência política na Central de Regulação?

Juliana – Todas as marcações são feitas pelo Sistema Sonner (informática), e o procedimento apresenta a matrícula do servidor. O controle sobre isso é efetivo. Nós, coordenadores da Central, somos servidores efetivos (concursados) do município. A Central de Regulação dos Serviços de Saúde foi criada pela Lei 2.912, de 28 de abril de 2014, que criou também a Coordenação Geral (Juliana Luiz) e as Coordenações de Regulação de Consultas e Exames (Eliane Pereira Baia Marques); de Internações Hospitalares (Edilaine José de Carvalho); e de Urgências (Wellington de Melo Franco). E ainda duas médicas reguladoras: uma na Central de Regulação (doutora Diva Moreira Rodrigues) e outra no Hospital Municipal (doutora Renata Patrícia de Oliveira). Portanto, o controle é rigoroso.

Ricardo – Vocês já conseguiram algum feedback dos usuários/pacientes sobre esse novo modelo de prestação de serviço?

Juliana – Para a maioria da população, a implantação da Central foi uma grande conquista. Porém foi muito ruim para as pessoas que se beneficiavam da interferência política para passarem na frente. Agora, para o cidadão que não conhecia nenhum político ou servidor público que pudesse "dar uma forcinha", ele reconhece como benefício e avanço. Hoje atendemos dentro do esquema de fila única, e isso incomoda os antigos beneficiários do esquema político. Na minha opinião, houve grande coragem do prefeito em mexer nesse sistema. O posicionamento político dele foi importante para a saúde pública municipal chegar a esse patamar de avanço.

Ricardo – Você disse que houve avanços e conquistas na acessibilidade das pessoas, na igualdade na prestação dos serviços e na transparência pública. Porém, nem tudo são flores. O que mais atravanca o serviço da Central atualmente?

Juliana – A necessidade de algumas especialidades médicas, que estão escassas: pediatras, neurologistas e obstetras, por exemplo. E isso dificulta muitas ações. E ainda existem os procedimentos médicos especializados que precisam ser feitos em Belo Horizonte, Uberlândia, Uberaba, Patos de Minas: são os tratamentos fora do domicílio (TFD). Quando os pacientes precisam de especialidades como neuropediatria, infectologia ou pneumologia, por exemplo, são encaminhados para esses centros mais desenvolvidos.

Ricardo – E com relação ao atendimento de pacientes de outros municípios, já que Unaí é sede de microrregião?

Juliana – Pois é. Além de atender Unaí, temos de atender outros 11 municípios da Regional de Saúde. Mas o nosso contato direto é com as Secretarias de Saúde desses municípios, não mais com pacientes. As Secretarias Municipais marcam os procedimentos na Central e os pacientes já vêm com os serviços marcados, mas dentro dos limites da pactuação. Antes essa demanda era aberta, hoje conseguimos controlar isso. Antes, pacientes de outras cidades vinham aqui e disputavam espaço com unaienses. Hoje, porém, atendemos esses outros munícipes somente dentro da pactuação estabelecida. Nossa prioridade é garantir o atendimento aos unaienses.

Ricardo – O atendimento em consultas e exames, cuja demora foi reclamação durante anos, está mais rápido?

Juliana – A Central de Regulação oferece o serviço com a intenção de ser o mais rápido possível. Mas há situações, por exemplo, em que o paciente quer escolher o médico com o qual deseja consultar. E aí vai haver mais demora no atendimento. Há casos em que a Central pode marcar a consulta para o dia seguinte, mas o paciente prefere esperar mais de um mês para consultar com o médico de sua confiança. Isso é uma questão cultural bastante enraizada e provoca atrasos e demora em alguns procedimentos.

Ricardo – Algumas pessoas disseram que a Central é apenas cabide de empregos ou foi criada para gerar custos. Como vocês interpretam isso?

Juliana – Não concordamos. A Central foi criada para solucionar graves problemas verificados no setor de saúde pública municipal. O que mais incomoda hoje é que algumas pessoas não conseguem mais furar a fila de marcação de consultas, exames e cirurgias. E isso incomoda muitas pessoas.

Ricardo – Com a implantação da Central de Regulação, houve avanços e conquistas sociais, como você afirma. A pouco mais de um ano da próxima eleição municipal, você acredita que outro prefeito eventualmente possa mudar esse sistema, que está dando certo?

Juliana – Creio que a Central de Regulação dos Serviços de Saúde vá se tornar uma efetiva política de saúde do município, independentemente de quem assuma o poder. Se está dando certo, pensamos que a Central deva seguir adiante, avançando e promovendo novas conquistas. Jamais retroceder a um momento já superado. Com a Central, já estamos melhorando a adoção de valores como acessibilidade, compromisso, credibilidade, equidade, humanização, igualdade, justiça, qualidade, respeito, solidariedade e transparência. A coragem para mudar em busca de mais eficiência foi fundamental para mantermos esses avanços e conquistas, com a implantação da Central. Cabe à sociedade pressionar para que tudo isso continue e avance ainda mais.

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Juliana Luiz, servidora efetiva do município há mais de 10 anos, é coordenadora geral do 
Centro de Regulação dos Serviços de Saúde



CENTRAL DE REGULAÇÃO DOS SERVIÇOS DE SAÚDE

Av. Governador Valadares, 1.386

Fone: 3677-5067 / 5068
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Vigilância Sanitária apreende carne de abate clandestino e multa comerciante

Por Ricardo Ribas

No seu trabalho cotidiano de fiscalização e atendimento a denúncias de irregularidades (dentre outros), o Departamento Municipal de Vigilância Sanitária de Unaí (Visa) – órgão da Secretaria Municipal de Saúde – está de olho na venda de carnes provenientes de abate clandestino. Na última operação do Visa, atendendo a uma denúncia anônima, foram apreendidos quase 200 quilos de carne bovina proveniente de abate clandestino. A carne foi descartada em fossa do Centro de Controle de Zoonoses, e o dono do açougue multado.

Fiscais da Vigilância Sanitária informam que comerciantes que vendem carne oriunda de abate clandestino estão sujeitos, além da apreensão da mercadoria e à multa, ter o estabelecimento comercial interditado e o alvará sanitário cancelado.

De acordo com o processo administrativo lavrado contra o dono do açougue, a carne já se encontrava no estabelecimento, dividido em quartos e pendurada nas barras da desossa, sem marcas ou carimbos dos órgãos de inspeção, como o SIF (Serviço de Inspeção Federal), do IMA (Instituto Mineiro de Agropecuária) ou do SIM (Serviço de Inspeção Municipal).

O comerciante também não apresentou nenhum documento que comprovasse a origem da mercadoria. Ele revelou, no entanto, que o bovino havia sido abatido "no mato", sem acompanhamento (do "antes" e "depois" do abate) de médico veterinário ou técnico credenciado pelos serviços de inspeção oficiais.

Na data da apreensão, foi lavrado Boletim de Ocorrência na Polícia Militar e aberto processo administrativo (pela Vigilância Sanitária) contra o comerciante, e os cerca de 200 quilos de carne foram descartados em fossa própria para este fim, situada no Centro de Controle de Zoonoses de Unaí. Um funcionário do açougue acompanhou toda a operação.

Dicas ao consumidor

A dica dos fiscais da Vigilância Sanitária aos consumidores é verificar a procedência da carne, pois, segundo eles, só é confiável a carne "sifada", ou seja, que possui marca ou carimbo do SIF ou dos órgãos de inspeção oficiais.

A Vigilância Sanitária alerta que os produtos obtidos a partir do abate clandestino, sem a devida inspeção veterinária oficial, podem ser vetores de doenças e infecções alimentares.

As chamadas zoonoses (doenças de homens e animais) e a contaminação das carnes somente poderão ser identificadas e descartadas mediante a inspeção de médico veterinário capacitado.

Ambas podem provocar uma série de prejuízos à saúde dos consumidores, entre estes estão: tuberculose, brucelose e cisticercose, além das infecções e intoxicações alimentares, causadas por micro-organismos que contaminam os produtos de origem animal, cujos sinais variam de diarreias, dores abdominais, febre, abortos e até mesmo demência, confusão mental e óbito.

Se identificado o produto no comércio (açougues, casas de carnes, supermercados etc.), sem inspeção, a denúncia deve ser feita na Vigilância Sanitária do município, que em Unaí funciona na Secretaria Municipal de Saúde (Rua Calixto Martins de Melo, 261 – Centro) ou pelo telefone 3677-5049, ramal 210.

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A carne bovina apreendida é proveniente de abate clandestino e resultou em processo 
administrativo e multa para o comerciante


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Fiscais da Vigilância Sanitária Municipal descartam a carne em fossa do Centro de 
Controle de Zoonoses


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A operação foi acompanhada por funcionário do açougue denunciado

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